RECEBI POR EMAIL E FIQUEI EMOCIONADA. SEI BEM COMO É ESSA LUTA. ACOMPANHEI A DOENÇA DE MINHA IRMÃ MARILDA, DE 1997 A 6 DE JUNHO DE 2002, QUANDO FINALMENTE FOI VENCIDA PELO CÂNCER. NOSSA ÚLTIMA CONVERSA, UMA SEMANA ANTES DE SEU FALECIMENTO, ELA DISSE: TUDO O QUE EU MAIS QUERIA NA VIDA ERA VIVER, MAS JÁ NÃO TENHO MAIS CHANCE NENHUMA, ESTOU DESTRUÍDA, NÃO TENHO MAIS FORÇAS. ESSAS PALAVRAS ESTÃO GRAVADAS EM MINHA ALMA E NÃO ESQUECEREI JAMAIS, NADA PODIA FAZER. MAS O QUE SEMPRE QUIS DIZER ESTÁ LOGO ABAIXO...E MÁ, ONDE VOCE ESTIVER SAIBA QUE A LUTA NÃO FOI EM VÃO, APRENDEMOS TODOS NÓS, VOCE EM SUA LUTA CONTRA A DOENÇA E SEU EU... E NÓS NO SOFRIMENTO E IMPOTÊNCIA POR NADA PODER FAZER, APENAS ACOMPANHAR E MINIMIZAR, MAS DEIXOU-NOS MUITAS REFLEXÕES... E ASSIM...VAMOS SENDO TODOS LAPIDADOS UM POUCO MAIS E SUPORTANDO MELHOR NOSSAS MISSÕES!
Tem vezes que achamos que nossa vida está um saco!
Tudo e todos contra nós.
Porém Deus está em tudo e com todos.
A missão que nos é imposta, é por que teremos condições de concluí-la e assim atingir a evolução.
Sempre devemos lutar até o fim de nossas forças, pois é isso que nosso Pai espera de nós.
ANA LUIZA

Ninguém está livre desta doença “democrática”, por assim dizer. Ela
afeta bebês e idosos, jovens e adultos, homens e mulheres, gordos e
magros, fumantes e não fumantes, brancos e negros. Ao colocar sua cabeça
no travesseiro, apenas agradeça por sua saúde. E se você puder fazer
mais que agradecer, estará numa categoria muito diferente de pessoas,
nas quais eu mesma não me incluo.
trecho do blog: http://vidanormal.blogspot.com.br/
O BEIJA-FLOR
Auta de Souza (1876-1901)
Acostumei-me a vê-lo todo o dia
De manhãzinha, alegre e prazenteiro,
Beijando as brancas flores de um canteiro
No meu jardim – a pátria da ambrosia.
Pequeno e lindo, só me parecia
Que era da noite o sonho derradeiro...
Vinha trazer às rosas o primeiro
Beijo do Sol, nessa manhã tão fria!
Um dia foi-se e não voltou... Mas quando
A suspirar me ponho, contemplando,
Sombria e triste, o meu jardim risonho...
Digo, a pensar no tempo já passado:
Talvez, ó coração amargurado,
Aquele beija-flor fosse o teu sonho!