sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

NATAL, PERDIDO NO TEMPO



 



Natal, perdido no tempo...
Já nem interessa mais as origens, se Cristãs ou comerciais!
As verdades e mentiras... Se nasceu ou não neste dia, não importa!

Natal, perdido no tempo...
Ver a árvore Natalina sendo montada!
Ler os cartões que chegavam pelo correio!
Na véspera ir à missa do galo.
Ao voltar, um pedaço de Panetone ou de rosca com frutas cristalizadas e essência de laranja!

Natal, perdido no tempo...
O dia de Natal...
O telefone que tocava insistentemente!
Amigos, vizinhos, todos desejando um Feliz Natal, paz e Harmonia!
Parentes distantes que vinham brindar uma única vez no ano!

Natal, perdido no tempo...
Das minhas lembranças da casa cheia, o assado com cheiro de festa,
Do guaraná tomado em ocasiões especiais,
Da roupa do ano, comprada somente no final do ano e
Do único presente, do ano todo, trazido pelo bom velhinho!

Natal, perdido no tempo...
Dos pais, irmãos e parentes que tão cedo se foram!
Da juventude e dos sonhos ficando cada vez mais distantes!
Das fotos de famílias, tão raras, só em ocasiões especiais!

Natal, outro tempo...
Trazendo novos momentos e adaptações!
Reflexões...
Nascimentos, renovações, outras tristezas, novas alegrias!
Sonhos que não tem mais a menor importância!
Outros sonhos!
Mas ainda assim, saudades! Natal, perdido no tempo...


Maristela Gonçalves salgado